segunda-feira, 14 de abril de 2008

O Exército



<Capitão Matos Costa

Para derrotar os revoltosos do Contestado foram necessárias 13 expedições militares, durante quatro anos. No conflito atuaram Euclides Figueiredo, Eurico Gaspar Dutra, Herique Teixeira Lott entre outros oficiais que influenciaram diretamente a vida brasileira. Praticaram diversos procedimentos de contra-insurgência e aniquilamento das populações rebeladas.
Pela primeira vez foram empregados aviões com fins militares na América Latina e bombas de fragmentação contra combatentes. Mas também foram usadas velhas práticas como a eliminação sistemática de prisioneiros e a degola.
A grande companhia Lumber mereceu atenção especial do Exército que atuou decididamente em sua defesa. Casos de corrupção como o desvio de fardamento, alimentos e munição das tropas foram denunciados no Clube Militar, no Rio de Janeiro e nunca apurados.
A campanha foi encerrada oficialmente depois de um longo cerco aos revoltosos, cortando-lhes suprimentos e matando-os de fome. Depois de terminada a guerra, tropas continuaram perseguindo os vencidos no sertão matando e destruindo suas casas.
O capitão Matos Costa, morto na Guerra, foi um dos raros a compreender o que se passava de verdade no sertão. Afirmava: “A revolta do Contestado é apenas uma insurreição de sertanejos espoliados nas suas terras, nos seus direitos e na sua segurança”.

Um comentário:

Vamber Cabral disse...

Muito bom ter este conhecimento.E lamentar que a história se repete no Pará, novamente terras de caboclos e indígenas